Riqueza + Secularismo = Tédio = Esquerdismo

Riqueza + Secularismo = Tédio = Esquerdismo

Da mesmo forma com que os físicos procuram equações para explicar o mundo natural, sempre achei útil procurar por equações para explicar a natureza humana. Por exemplo, em meu livro sobre a felicidade, ofereço esta equação: U = I – R. Infelicidade (unhappiness) = Imagem menos Realidade. A diferença entre as imagens que temos de nossa vida e a realidade de nossa vida é um forma de medir quanta infelicidade experimentamos.

Ainda ofereço outro teorema, desta vez para ajudar a explicar o esquerdismo:

A + S = B = L

Riqueza (affluence) + Secularismo = Tédio = Esquerdismo

A busca por uma equação para ajudar a explicar o esquerdismo (distinto do liberalismo tradicional) emana destes fatos:

A maioria dos esquerdistas vem das classes alta e média alta. Isso foi verdade para os dois fundadores do esquerdismo, Karl Marx e Friedrich Engels. Marx era sustentado por sua família e por Engels, que era um empresário rico filho de outro empresário rico. Todos os espiões ocidentais da União Soviética estavam economicamente seguros. E o grande financiador das causas radicais, hoje, é um bilionário: George Soros.

Quase todos os esquerdistas são pessoas não-religiosas. E o berço do esquerdismo, a universidade, é a instituição mais secularizada da sociedade moderna.

Esses dois fatos produzem um problema: Muitas pessoas não têm sentido em suas vidas. E a falta de sentido é outra forma de afirmar o “tédio” – um tédio da alma.

As pessoas precisam de sentido em suas vidas. Depois da comida, essa é a maior necessidade humana. Tão importante quanto o sexo – existem pessoas felizes que ficam sem sexo (perda de um parceiro, nunca ter encontrado um parceiro, votos de castidade) -, mas não existem pessoas felizes que caminhem sem um sentido (pouco importa quanto sexo elas façam) .

Essa necessidade de sentido tem sido tradicionalmente satisfeita por quatro coisas: religião, família, sustento próprio e da família e patriotismo. E todas elas estão enfraquecidas.

Falemos primeiro da religião. Nos EUA, hoje, a religião está em acentuado declínio. De acordo com o Pew Research, mais de um terço de todos os americanos nascidos depois de 1980 não se identificam com religião alguma. Essa é a maior porcentagem de todos os tempos. Em uma pesquisa recente da Gallup, apenas 47% dos adultos americanos disseram que eram membros de uma igreja, mesquita ou sinagoga. Foi a primeira vez desde que Gallup começou a perguntar aos americanos sobre a filiação religiosa na década de 1930 que a maioria dos americanos disse que não era membro de uma igreja, mesquita ou sinagoga.

Adiante, temos a família: casar e constituir família sempre foram fontes de sentido para vida da grande maioria das pessoas. No entanto, como a religião, a família americana também está em queda acentuada. Pela primeira vez, de acordo com a Statista, em 2020, quase metade de todos os homens na América (46%) nunca foram casados e 41% das mulheres americanas nunca foram casadas. Segundo o U.S. Census Bureau, 85,4 milhões de americanos com 18 anos ou mais jamais se casaram. Existem atualmente 130 milhões de adultos americanos solteiros. Pior ainda, como escreveu a Dra. Bella DePaulo, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, na Psychology Today: “Metade de todas as pessoas solteiras não querem um relacionamento romântico ou mesmo um encontro visando um relacionamento no futuro.”

Como todo criminologista sabe, muitos homens solteiros são um problema para a sociedade. E como deixa clara a onipresença das mulheres na esquerda e entre os seus manifestantes mais furiosos, um número elevado de mulheres solteiras também não é bênção alguma.

Outra fonte quase universal de sentido para a vida tem sido o sustento de si mesmo e de sua família. É por isso que, embora os pobres não tenham dinheiro e riqueza material, nunca faltou-lhes sentido. Descobrir como alimentar a família todos os dias dá muito significado a vida de uma pessoa.

Por fim, pertencer a uma nação também deu sentido à vida da maioria das pessoas na história moderna. Mas o amor à pátria morreu em grande parte na Europa Ocidental após a Segunda Guerra Mundial, e está morrendo na América hoje.

Então, com as quatro fontes primárias de sentido na vida morrendo – sendo mortas em larga medida pela própria ideologia esquerdista – o sentido deve ser encontrado em outro lugar. E lá está a esquerda. O esquerdismo sempre foi uma religião secular. Ele mata a religião tradicional e se apresenta como uma alternativa secular.

E certamente fornece sentido. “Anti-racismo” e salvar o mundo de uma ameaça à sua própria existência (aquecimento global) são dois exemplos proeminentes que preenchem a vida.

Portanto, a única maneira de impedir que a esquerda destrua a América e seu valor fundamental da liberdade é defender as religiões judaico-cristãs, a importância do casamento e da família e a conquista única da América como a primeira e maior sociedade multi-racial, multi-étnica e multi-nacional do mundo.

Os americanos deveriam ter defendido isso a cada geração. Mas após a Segunda Guerra Mundial, eles se esqueceram, ou nunca realmente acreditaram, que a “Terra dos Livres” está, como o ex-presidente Ronald Reagan advertiu, sempre a apenas uma geração de perder sua liberdade.

 

Dennis Prager, escritor, apresentador de rádio e articulista, é fundador da Prager University.

Publicado no Townhall.
Tradução: Editoria MSM

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